Eu me entretia com as velas, sonhva sonhos que não eram meus, me queimava e me sentia viva Me vivia a possibilidade de sonhar.
Viver pra sonhar e não viver de sonho.
Vivo e eu sorrio nesse mundo cego.
Um dia me consumo enfim me apago
domingo, 18 de abril de 2010
terça-feira, 6 de abril de 2010
Outono
Quando se dá espaço pra coisinhas em dias horríveis eles se tornam incrivelmente prazerosos. Eu gosto do inverno, porque qualquer calor é maravilhoso, porque você tem vontade de aconchegar em algum lugar, porque se você não fizer coisinhas que você gosta você pira, porque no frio nada é incomodo quando se tem um cobertor.
Eu gosto de dias assim em que você encontra o filme que estava precisando e o assiste enrolada com o barulhinho de chuva do lado de fora. Dias em que você fica no quentinho sonhando enquanto tudo lá fora é frio. Afinal tem dias feios e bons.
Eu gosto de dias assim em que você encontra o filme que estava precisando e o assiste enrolada com o barulhinho de chuva do lado de fora. Dias em que você fica no quentinho sonhando enquanto tudo lá fora é frio. Afinal tem dias feios e bons.
sábado, 3 de abril de 2010
sexta-feira, 2 de abril de 2010
cachecol
Procurei um tempo sem saber pelo que. Li o jornal, uma revista, a Internet. Procurava um escrito. Normalmente eles aparecem quando você não procura, mas dessa vez o mundo inteiro tinha se calado pra mim.
Eu, vazia, nesse dia, que parecia noite, procurava qualquer coisa, qualquer pessoa, qualquer palavra que negasse esse dia. Um carinho, como o de ontem, sem nenhum valor. Um carinho sem carinho. Qualquer coisa, por favor. Não me deixa apodrecer aqui, sozinha. Qualquer coisa.
Mas nem as palavras, nem os desconhecidos...
Eu, vazia, nesse dia, que parecia noite, procurava qualquer coisa, qualquer pessoa, qualquer palavra que negasse esse dia. Um carinho, como o de ontem, sem nenhum valor. Um carinho sem carinho. Qualquer coisa, por favor. Não me deixa apodrecer aqui, sozinha. Qualquer coisa.
Mas nem as palavras, nem os desconhecidos...
terça-feira, 30 de março de 2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
Fatique
Olhou ao redor com tédio. Tudo o que poderia conhecer já soava familiar. Ela já sabia exatamente como agir. Ainda esperava alguma coisa inesperada para desconserta-la, mas já esperava descrente. De tanto esperar já havia pensado em tudo que poderia acontecer. Será que nada seria realmente novo?
O que ela não via é que dali ela era o mais previsível
O que ela não via é que dali ela era o mais previsível
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