"Mas eu não sou vento...
Agora sou só pensamento
e estou pensando em você"- Mário Quintana
Ao vê-lo ela virou borboleta. Pequena e alegre ziguezagueando num vôo nervoso. Ele estava longe ainda. Andava despreocupado. Talvez onde estivesse já nem fosse mais deserto.
Ela voava sem rumo certo. Se queria alcançar aquela flor ou não, era uma indecisão. Mas as outras angústias que trazia já não pesavam mais. Ela voava leve. A areia escaldante não serias mais seus pés. Ele conseguiu fazer sumir toda hostilidade que a prendia.
Agora a borboleta voava livre. Sonhando com o beijo que daria em sua flor. Mas se o sonho se concretiza? Se ela deixa de ser borboleta? Ora isso não é para agora, por hora aproveita teu vôo apaixonado, borboleta.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Fênix
Ela estava indubitavelmente morta. Seu corpo triste e frio jazia em qualquer lugar sem que ninguém o houvesse encontrado. Foi então que a magia se deu. Como cobra que abandona a antiga pele que já não lhe serve, ela saiu de seu cadáver. Primeiro pensei estar diante de um recém nascido. Depois fitando aqueles olhos cansados jurei que ainda era uma morta, desperta, porém morta.
Diante de figura tão dispare e tão duvidosa me rendi a minha intriga e pus-me a observá-la na esperança de obter, uma migalha que fosse, de resposta sobre o ser a minha frente.
Tive certeza de que via o mundo pela primeira vez. Que era um bebê empenhado em novas descobertas, porém seu olhar não era de fascínio, surpresa ou curiosidade. Eram olhos às vezes tristonhos, às vezes ácidos, odiosos, nostálgicos, decepcionados saudosos ou tristes. Mais tarde soube que fora de fato a primeira vez que aqueles olhos espiaram o mundo, porém traziam em si o filtro daquela alma velha impregnada com as infinitas vidas anteriores e com todas as mortes.
Aquela contradição a minha frente teria uma vida feliz, talvez breve, porém feliz. Vislumbrando-a me perguntei quantas vezes não teria eu feito o mesmo. Foi então que morri.
Diante de figura tão dispare e tão duvidosa me rendi a minha intriga e pus-me a observá-la na esperança de obter, uma migalha que fosse, de resposta sobre o ser a minha frente.
Tive certeza de que via o mundo pela primeira vez. Que era um bebê empenhado em novas descobertas, porém seu olhar não era de fascínio, surpresa ou curiosidade. Eram olhos às vezes tristonhos, às vezes ácidos, odiosos, nostálgicos, decepcionados saudosos ou tristes. Mais tarde soube que fora de fato a primeira vez que aqueles olhos espiaram o mundo, porém traziam em si o filtro daquela alma velha impregnada com as infinitas vidas anteriores e com todas as mortes.
Aquela contradição a minha frente teria uma vida feliz, talvez breve, porém feliz. Vislumbrando-a me perguntei quantas vezes não teria eu feito o mesmo. Foi então que morri.

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terça-feira, 14 de abril de 2009
segunda-feira, 13 de abril de 2009
De agonia
Ela me sufocava me consumia em seu aperto e acabei por ressurgir de meus restos deploráveis. Como um bebe sigo cambaleante na descoberta de novo do mundo desprotegida das maravilhas e horrores seguia para descobri-los fascinada procurava algo para procurar.
domingo, 12 de abril de 2009
Entre o crepúsculo e o plenilúnio
"Bailam corujas e pirilampos Entre os sacis e as fadas"-Secos e Molhados- O vira
Foi só surreal. Não há o que explicar. Só havia deixado minha vida para lá para viver lá. Viver como poucas vezes vivo. Viver sem se preocupar com a vida. Se esquecer do tempo. Se entregar aquela atmosfera quase mágica. Ser o mais próximo possível de si mesmo. E nesses momentos que acontecem as surpresas. Que se renasce e se surpreende. Tudo podia acontecer e alguma coisa aconteceu. E agora? O que faço de volta a realidade? Sonho com aquele mundo de sonho e tento fazer desse aquele.
Foi só surreal. Não há o que explicar. Só havia deixado minha vida para lá para viver lá. Viver como poucas vezes vivo. Viver sem se preocupar com a vida. Se esquecer do tempo. Se entregar aquela atmosfera quase mágica. Ser o mais próximo possível de si mesmo. E nesses momentos que acontecem as surpresas. Que se renasce e se surpreende. Tudo podia acontecer e alguma coisa aconteceu. E agora? O que faço de volta a realidade? Sonho com aquele mundo de sonho e tento fazer desse aquele.
sábado, 4 de abril de 2009
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Calma
Foi bom ela ter me dito pra continuar como sou. Para não me afobar nem me sentir culpada. Foi bom ouvir que era pra viver, pra continuar vivendo
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