terça-feira, 28 de setembro de 2010
Auto-retrato
O ocorrido realmente machucara ela. Não derramou uma lagrima, mas sua tristeza era evidente. Passou alguns dias sem que ninguém a visse. Reapareceu agarrada a um álbum de fotografias e dele nunca se desfez. Só sorria quando o folheava. Seu sorriso era só um sorriso de pose de fotografia. Com o tempo mantinha ainda a juventude, mas era pior. Sua imagem se mantinha como um retrato velho. Congelada em si mesma ela era como o álbum. Uma recoradção do que já fora, congelada, permanecendo para não deixar que esqueçam do que se passou. Ele era apenas uma lembrança de si mesma.
19-
Alguém que importuna sua mente para o bem ou para o mal
Pessoa-que-talvez-leia-e-eu- não-quero-que-saiba-que-é-para-ela-apesar-dela-provavelmente-desconfiar-e-que-não-é-a-mesma-do-outro-19,
"Você me chora dores de outro amor,
se abre e acaba comigo
e nessa novela eu não quero
ser teu amigo".
Beijo ju
Pessoa-que-talvez-leia-e-eu- não-quero-que-saiba-que-é-para-ela-apesar-dela-provavelmente-desconfiar-e-que-não-é-a-mesma-do-outro-19,
"Você me chora dores de outro amor,
se abre e acaba comigo
e nessa novela eu não quero
ser teu amigo".
Beijo ju
19-
Alguém que importuna sua mente para o bem ou para o mal
Nesse caderno sei que ainda estão
Os versos seus
Tão meus que peço
Nos versos meus
Tão seus que esperem
Que os aceite em paz
Eu digo que eu sou
O antigo do que vai adiante
Sem mais eu fico onde estou
Prefiro continuar distante
Os versos seus
Tão meus que peço
Nos versos meus
Tão seus que esperem
Que os aceite em paz
Eu digo que eu sou
O antigo do que vai adiante
Sem mais eu fico onde estou
Prefiro continuar distante
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
De Vagar
Tudo o que eu escrevo é sobre fugir. Nem sei de onde ou do que. Só não caibo nessa concha. Nem acho que eu seja nada. Aliás nem sou, mas não caibo. Como fico? De novo não fico. Finjo que não existo. fecho os olhos porque não quero ser vista. Me desespero e me digo calma. Afinal estou calma, sim. Só não tenho pra onde ir então finjo fugir para achar qualquer caminho pra chegar lá sem ter lá, Sol.
Castelos
Ana embaralhava as cartas concentrada. Artur olhava de longe desinteressado.
"Você realmente acredita que essas cartas vão te dizer alguma coisa?"
"Eu só quero tomar uma decisão."
"Você conseguiria sem as cartas"
Ela lançou-lhe um olhar de reprovação e voltou as cartas. Colocandos em leque sobre a mesa ainda sem revelá-las.
"O que você precisa decidir?"
"Eu não quero te falar."
"Você pode pensar sobre isso. Achar uma solução lógica."
"Essa é muito fácil de achar, mas eu não gostei dela."
"Então vai acreditar numa coisa mística? Assim? Fácil. Você não quer assumir as coisas? Você tem que enfrentar isso."
"Eu só quero um conselho. Um outro jeito de ver as coisas."
"Fala o que anda te incomodando."
"Eu não posso falar pra você"
"Por que?"
"Escolhe uma carta." Ana apontou para as cartas arrumadas na mesa.
A voz de Ana ecoava em sua cabeça. Se lembrou de muito tempo atrás. Quando andava metido a fazer mágica. Fora assim que conheceu Ana. Conhecido em comum os levaram aquele jantar chato. Para diverti-la tirou o baralho do bolso.
"Escolhe uma carta."
As firulas de sempre e ele descobria a carta dela. Era tudo um truque. Todos sabem que é. Mesmo assim chama de mágica e esperam que alguém se impressione, mas ninguém finge que acredita. Pedem para que repita para tentarem desvendar o truque. Ela não tentou adivinhar. Só sorriu e disse "Acertou". Logo mudaram de assunto e até que encontraram assuntos. Assuntos que acabaram por construir o carinho entre eles, porém o tempo todo em que estivera com ela nunca a vira com o tal baralho de tarot. Nem imagina que ela pudesse acreditar nisso.
Artur separou a carta, mas não revelou qual era.
"Você não respondeu, Ana, acredita mesmo nisso?"
"Não sei, às vezes sim às vezes não"
Artur já não entendia mais nada. Ela continuou a falar.
"É como você respondendo se acredita em Deus, mas é como se eu num quisesse me perguntar o tarot funciona ou não. Pra decisão que eu quero tomar tanto faz qual caminho eu tomo. Eu só quero escolher um. Cair pra qualquer dos lados do muro. O que eu não aguento é que as coisas continuem como estão"
"É como jogar cara ou corou fazendo um acordo com si mesmo. Se der cara eu mato ele se der coroa ele continua vivo."
Agora Ana que não entendia
"Era um vilão do Batman."
Ele espera qualquer reação dela. Curioso para ver qual seria, mas torcendo para que não o reprovasse. Ela sorri.
"Mas as cartas de tarot num dizem nada concreto. Você completa com a sua interpretação delas. Vira a carta"
"A morte"
"Não é ruim como você deve estar pensando. Ela significa recomeço. As coisas precisam morrer para poderem renascer. Essa carta só é ruim pra quem teme mudanças."
"Te responde alguma coisa."
"Sim, mas acho que eu já tinha decidido antes."
Ana foi embora naquela noite. Quando Artur se deu conta pensou que deveria ter pedido para que ela repetisse o procedimento, mas com a impressão de que não importava a carta que virasse. O final ainda seria o mesmo. Não eram mágicas, apenas truques e exepectadores fingindo acreditar.
"Você realmente acredita que essas cartas vão te dizer alguma coisa?"
"Eu só quero tomar uma decisão."
"Você conseguiria sem as cartas"
Ela lançou-lhe um olhar de reprovação e voltou as cartas. Colocandos em leque sobre a mesa ainda sem revelá-las.
"O que você precisa decidir?"
"Eu não quero te falar."
"Você pode pensar sobre isso. Achar uma solução lógica."
"Essa é muito fácil de achar, mas eu não gostei dela."
"Então vai acreditar numa coisa mística? Assim? Fácil. Você não quer assumir as coisas? Você tem que enfrentar isso."
"Eu só quero um conselho. Um outro jeito de ver as coisas."
"Fala o que anda te incomodando."
"Eu não posso falar pra você"
"Por que?"
"Escolhe uma carta." Ana apontou para as cartas arrumadas na mesa.
A voz de Ana ecoava em sua cabeça. Se lembrou de muito tempo atrás. Quando andava metido a fazer mágica. Fora assim que conheceu Ana. Conhecido em comum os levaram aquele jantar chato. Para diverti-la tirou o baralho do bolso.
"Escolhe uma carta."
As firulas de sempre e ele descobria a carta dela. Era tudo um truque. Todos sabem que é. Mesmo assim chama de mágica e esperam que alguém se impressione, mas ninguém finge que acredita. Pedem para que repita para tentarem desvendar o truque. Ela não tentou adivinhar. Só sorriu e disse "Acertou". Logo mudaram de assunto e até que encontraram assuntos. Assuntos que acabaram por construir o carinho entre eles, porém o tempo todo em que estivera com ela nunca a vira com o tal baralho de tarot. Nem imagina que ela pudesse acreditar nisso.
Artur separou a carta, mas não revelou qual era.
"Você não respondeu, Ana, acredita mesmo nisso?"
"Não sei, às vezes sim às vezes não"
Artur já não entendia mais nada. Ela continuou a falar.
"É como você respondendo se acredita em Deus, mas é como se eu num quisesse me perguntar o tarot funciona ou não. Pra decisão que eu quero tomar tanto faz qual caminho eu tomo. Eu só quero escolher um. Cair pra qualquer dos lados do muro. O que eu não aguento é que as coisas continuem como estão"
"É como jogar cara ou corou fazendo um acordo com si mesmo. Se der cara eu mato ele se der coroa ele continua vivo."
Agora Ana que não entendia
"Era um vilão do Batman."
Ele espera qualquer reação dela. Curioso para ver qual seria, mas torcendo para que não o reprovasse. Ela sorri.
"Mas as cartas de tarot num dizem nada concreto. Você completa com a sua interpretação delas. Vira a carta"
"A morte"
"Não é ruim como você deve estar pensando. Ela significa recomeço. As coisas precisam morrer para poderem renascer. Essa carta só é ruim pra quem teme mudanças."
"Te responde alguma coisa."
"Sim, mas acho que eu já tinha decidido antes."
Ana foi embora naquela noite. Quando Artur se deu conta pensou que deveria ter pedido para que ela repetisse o procedimento, mas com a impressão de que não importava a carta que virasse. O final ainda seria o mesmo. Não eram mágicas, apenas truques e exepectadores fingindo acreditar.
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qualquer semelhança é quase conhecidência
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Amor só é bom se doer
Vai, vai, vai, vai, não vou
Vai, vai, vai, vai, não vou
Vai, vai, vai, vai, não vou
Vai, vai, vai, vai, não vou
Que eu não sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor que passou
Não, eu só vou se for pra ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor
Vai, vai, vai, vai, não vou
Vai, vai, vai, vai, não vou
Vai, vai, vai, vai, não vou
Que eu não sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor que passou
Não, eu só vou se for pra ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor
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