quinta-feira, 24 de setembro de 2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Puxa como era bom estar presa por um fio de cabelo e poder balançar no vento. Como é incrível a sensação que nada te segura. A ilusão de que se flutua. Como era bom inventar tempo onde ele não existia. Como era linda a moça do metro, a menina no banheiro, o loiro confuso e atrasado. Desconhecidos me fascinam ainda mais nesse estado sem chão.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Café
Era daqueles dias horrivelmente quentes em que se lamenta não poder derreter. Dias propícios para nada dar certo e de fato tudo saiu errado. Desencontros inúmeros. Mil ocupações que se multiplicam e nunca se resolvem fazem crescer as preocupações. De tudo que já estava começado muito foi perdido e o pior não havia quem culpar. Tudo fora destruído com a melhor das intenções. Depois da frustração de ver o pouco feito desfeito ainda tentou olhar ao redor, mas nada nem ninguém. Não havia de onde tirar forças para voltar refazer do zero o que já devia estar pronto e cisma em não estar e ainda outras mil coisas surgiam por fazer. Irresponsável! Abandonada! Não, não havia mais o que fazer se não sair por ai sem rumo segurando as lágrimas nos olhos para ver se o Sol não as evaporava.
Em dias assim, no ápice da catástrofe é que se recebem flores inesperadas.
São dias em que o gosto amargo se torna agradável
Em dias assim, no ápice da catástrofe é que se recebem flores inesperadas.
São dias em que o gosto amargo se torna agradável
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Contratempo
não havia nada. Por mais que tentasse se expressar tudo que quiser ser dito já se esvaíra. Não eram palavras que faltavam. Elas continuavam no lugar de forma impecável, mas todo sentido havia fugido. Pra onde? Por que? Dizia que era o tempo que lhe faltava. Mentira ultima invenção para mascarar a falta de criatividade. Só não havia mais nada pra dizer. Tempo havia. Talvez o que faltasse fosse um bom uso do tempo ou apenas um bom tempo. Um tempo que trouxesse a atemporalidade dos pensamentos. Lhe faltava ter tempo parar o que não cabia no tempo. Faltava o eterno dos pensamentos atemporais expulsos pelo tempo contado de fazer.
sábado, 15 de agosto de 2009
Coelho
E o tempo que resolveu se achatar. Sei que tive a minha opinião nessa decisão do tempo de passar diferente, mas não foi muita. Para todos nós é tarde é tarde é muito tarde. Um segundo é infinito, mas são segundos infinitos que passam em milisegundos. Não dá tempo. Não há tempo. E eu corro. Me aflijo com tudo que tenho que fazer. Me aflijo com a falta de tempo. Odeio não ter tempo para fazer a minha atividade mais importante: "absolutamente nada".
E as pessoas que também passam correndo, mas também as que não correm são deixadas para tras por eu mesma que passo correndo por elas. O que fazer?
Sentar e descansar. Dá tempo?
E as pessoas que também passam correndo, mas também as que não correm são deixadas para tras por eu mesma que passo correndo por elas. O que fazer?
Sentar e descansar. Dá tempo?
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Nobody feels any pain
Tonight as I stand inside the rain
Ev'rybody knows
That Baby's got new clothes
But lately
I see her ribbons and her bows
Have fallen from her curls.
She takes just like a woman, yes, she does
She makes love just like a woman, yes, she does
And she aches just like a woman
But she breaks just like a little girl.
Queen Mary, she's my friend
Yes, I believe I'll go see her again
Nobody has to guess that Baby can't be blessed
Till she finally sees that she's like all the rest
With her fog, her amphetamine and her pearls.
She takes just like a woman, yes
She makes love just like a woman, yes, she does
And she aches just like a woman
But she breaks just like a little girl.
It was raining from the first
And I was dying of thirst
So I came in here
And your long-time curse hurts
But what's worseIs this pain in here
I can't stay in hereAin't it clear that? I just can't fit
Yes, I believe it's time for us to quit
When we meet again
Introduced as friends
Please don't let on that you knew me when
I was hungry and it was your world.
Ah, you fake just like a woman, yes, you do
You make love just like a woman, yes, you do
Then you ache just like a woman
But you break just like a little girl
Tonight as I stand inside the rain
Ev'rybody knows
That Baby's got new clothes
But lately
I see her ribbons and her bows
Have fallen from her curls.
She takes just like a woman, yes, she does
She makes love just like a woman, yes, she does
And she aches just like a woman
But she breaks just like a little girl.
Queen Mary, she's my friend
Yes, I believe I'll go see her again
Nobody has to guess that Baby can't be blessed
Till she finally sees that she's like all the rest
With her fog, her amphetamine and her pearls.
She takes just like a woman, yes
She makes love just like a woman, yes, she does
And she aches just like a woman
But she breaks just like a little girl.
It was raining from the first
And I was dying of thirst
So I came in here
And your long-time curse hurts
But what's worseIs this pain in here
I can't stay in hereAin't it clear that? I just can't fit
Yes, I believe it's time for us to quit
When we meet again
Introduced as friends
Please don't let on that you knew me when
I was hungry and it was your world.
Ah, you fake just like a woman, yes, you do
You make love just like a woman, yes, you do
Then you ache just like a woman
But you break just like a little girl
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