terça-feira, 17 de agosto de 2010

30 days letter project

Roubando a idéia da Vivi:


30 days letter project

Day 1 — Your Best Friend

Day 2 — Your Crush

Day 3 — Your parents

Day 4 — Your sibling

Day 5 — Your dreams

Day 6 — A stranger

Day 7 — Your Ex-boyfriend/girlfriend/love/crush

Day 8 — Your favorite internet friend

Day 9 — Someone you wish you could meet

Day 10 — Someone you don’t talk to as much as you’d like to

Day 11 — A Deceased person you wish you could talk to

Day 12 — The person you hate most/caused you a lot of pain

Day 13 — Someone you wish could forgive you

Day 14 — Someone you’ve drifted away from

Day 15 — The person you miss the most

Day 16 — Someone that’s not in your state/country

Day 17 — Someone from your childhood

Day 18 — The person that you wish you could be

Day 19 — Someone that pesters your mind—good or bad

Day 20 — The one that broke your heart the hardest

Day 21 — Someone you judged by their first impression

Day 22 — Someone you want to give a second chance to

Day 23 — The last person you kissed

Day 24 — The person that gave you your favorite memory

Day 25 — The person you know that is going through the worst of times

Day 26 — The last person you made a pinky promise to

Day 27 — The friendliest person you knew for only one day

Day 28 — Someone that changed your life

Day 29 — The person that you want tell everything to, but too afraid to

Day 30 — Your reflection in the mirror

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Em todos os caminhos inusitado que segui sempre esperei encontrá-lo ao dobrar a esquina. Ele nunca estava lá. Em nenhum dos lugares que visito em meus sonhos. Em nenhum dos becos que visito às noites. Em nenhuma das minhas surpresas nem nas esquinas que passo todo dia e pelas quais sinto um carinho especial.
Andando num lugar comum o encontrei. Ele, a mim, não. Não tinha sido como eu pensava todos os dias. Apenas vi ele passando naquele clichê com a malha de lã preta e um cachecol que eu não conhecia. Se confundia com todos os outros na multidão. Cabisbaixo sequer me notou parada tentando acreditar nele. Até que parecia mais feliz que a última vez que o vira, mas, ainda sim, bem mais triste que da penúltima.
Fiquei olhando frustrada. Não era  nenhum lugar mágico. Não era nenhum momento mágico. Ele era só mais um pedestre e eu me interessava mais pelas pernas da mulher de vermelho do que em admirar meu estranho passado.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Acho que escrever nesse estado tem sido meio recorrente. Ontem sai de casa sem intenção de voltar. De fato voltou só um corpo que eu não sei como não perdeu a mochila e ainda conseguiu tirar a sapatilha antes desmaiar na cama. Passei a noite me sentindo culpada. Acordei, quase desmaiei, voltei a dormir. Quando realmente acordei percebo vários machucados. Não quero lembrar como aconteceu, alias não quero lembrar de nada, mas me sinto culpada. Passo a manhã inteira passando mal. Ressaca moral sem ter feito nada de errado, simplesmente porque me ensinaram que é errado perder o controle.
Sair dessas culpas puritanas parecia impossível.
Tomo uma coca-cola e vejo um e-mail que me deixa feliz. Pronto. Tudo de ruim foi embora e fico pensando nesse novo convite.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Escrevendo

Vou começar me justificando, mais pra mim do que pra qualquer outra pessoa, apesar de tudo ter começado com uma pessoa.
Isso é sobre eu não saber receber críticas.
Pela primeira ouvir que sou romântica soou mau. Isso e todas as coisas que ele me falou ficaram rodando na minha cabeça. Não estava ofendida, bem longe disso. Acho que foi bom ouvir, mas que o orgulho saiu ferido, isso com certeza. No fim, acho que foi bom ouvir, mas ainda tendo a me defender.
Pode parecer tudo meio estranho, mas na verdade eu gosto de como eu sou. Eu me fascino muito fácil por muita gente e eu gosto disso. Eu gosto de conseguir admirar e gostar das pessoas, mesmo que eu pareça meio boba. Eu também acho a minha vida desse jeito incrível que eu escrevo aqui. Muito mais incrível que qualquer ficção que eu possa escrever. Eu sei que se escrevesse algo longe disso não seria bom. Além disso é um jeito de deixar ela mas leve. O mundo já é pesado o suficiente. Eu não tenho medo que as pessoas saibam demais da minha vida. Me sinto até confortável de poder dividir as coisas e tem coisas, poucas que são só minhas.
Não é tudo que vem pra cá. Tem as com mais pretensão, que ficam guardadas porque a elas eu não suportaria críticas. Também tem coisas minhas, só minhas, que moram no caderno amarelo.
Acho que o blog é um jeito de me fazer conhecer, porque me sinto confortável sabendo que as pessoas me conhecem. Ele também virou um jeito de falar com as pessoas que estão longe e principalmente é o meu jeito de amenisar essa insignificância deixando as coisas um pouco mais deslumbrantes.
Termino lembrando que desde Machado todo mundo já sabe que nunca se confia em um narrador em primeira pessoa.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Flip

Bom, acho que dessa FLIP ficou bem menos que da anterior. Ela mesma foi menos poética e talvez por não ser a primeira, pra mim ficou menos mágica. Acho que o que mais me fez pensar foi o que disseram sobre leitores. A Isabel Allende falou que o que ajudava da carreira prévia de jornalista é que ela escrevia para os leitores e não para a crítica ou para si mesma. Ronaldo Correia de Brito no dia anterior também falava da importância do leitor. Que a literatura só existia quando havia um leitor que resignificava a obra. Do contrário ela não teria valor.
Caros leitores, nesse espaço que escrevo normalmente só pra mim, há um pedaço que fugiu à regra.

domingo, 8 de agosto de 2010

Fantasma

Ele ainda me assombra. É como se nunca fosse me deixar e como se eu não conseguisse viver sem isso. Então vivo numa sobrevida sem ele, mas sem me desprender de seu fantasma. A verdade é que ele vive agora num mundo inalcansável bem distante do meu. Não intento alcançá-lo de novo, porém é como se nunca pudesse viver sem ele. O culpo pela minha covardia, minha frieza e meu egoísmo. Como não culpar se só fiquei de pedra depois que ele foi embora? Ainda não achei um caminho que eu queira seguir e sempre que penso ter encontrado vejo seu espectro a me assombrar e recuo. Não consigo me jogar em mais nada. Pensar que nada vai ser como ele me faz não querer nem querer alguma coisa. Nessa vontade de coisa alguma escrevo pra me livrar desse fantasma que não me deixa sonhar.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Véspera

Acho que minha semana foi como os meus bolos...

Agora eu penso em ir embora de novo. Cada vez que eu largo São Paulo eu me largo. Tem gente que leva uma trouxa de problemas pra viagem e aproveita pra resolvê-los no ar puro. Não é o meu caso. Eu deixo os problemas aqui e antes de sair ainda falo "Fiquem comportados aqui e se resolvam. Quando eu voltar não quero mais nada fora do lugar". Normalmente da certo.
Se quando eu ia pra fazenda eu queria mesmo deixar todos os meus milhões de problemas se resolvendo sozinhos aqui, agora a situação é outra. Acho que eu não tenho nada muito meu aqui. Eu estou procurando coisa pra começar. Coisas que depois eu vou cuidar e alimentar até que cresçam. Nesse ponto elas começam a ser problemas. Agora eu não tenho muitos problemas, nem muitas coisas que ainda não são problemas. Então estou atrás de qualquer coisa que preencha essa vidinha e que lugar melhor que Paraty pra procurar coisas que valham a pena alimentar?
Vou. Na volta trago pensamentos loucos, pensamento geniais, algum texto quem sabe pra vir pra cá e saudades sempre. Me desejem boa viajem!