Roubando a idéia da Vivi:
30 days letter project
Day 1 — Your Best Friend
Day 2 — Your Crush
Day 3 — Your parents
Day 4 — Your sibling
Day 5 — Your dreams
Day 6 — A stranger
Day 7 — Your Ex-boyfriend/girlfriend/love/crush
Day 8 — Your favorite internet friend
Day 9 — Someone you wish you could meet
Day 10 — Someone you don’t talk to as much as you’d like to
Day 11 — A Deceased person you wish you could talk to
Day 12 — The person you hate most/caused you a lot of pain
Day 13 — Someone you wish could forgive you
Day 14 — Someone you’ve drifted away from
Day 15 — The person you miss the most
Day 16 — Someone that’s not in your state/country
Day 17 — Someone from your childhood
Day 18 — The person that you wish you could be
Day 19 — Someone that pesters your mind—good or bad
Day 20 — The one that broke your heart the hardest
Day 21 — Someone you judged by their first impression
Day 22 — Someone you want to give a second chance to
Day 23 — The last person you kissed
Day 24 — The person that gave you your favorite memory
Day 25 — The person you know that is going through the worst of times
Day 26 — The last person you made a pinky promise to
Day 27 — The friendliest person you knew for only one day
Day 28 — Someone that changed your life
Day 29 — The person that you want tell everything to, but too afraid to
Day 30 — Your reflection in the mirror
terça-feira, 17 de agosto de 2010
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Em todos os caminhos inusitado que segui sempre esperei encontrá-lo ao dobrar a esquina. Ele nunca estava lá. Em nenhum dos lugares que visito em meus sonhos. Em nenhum dos becos que visito às noites. Em nenhuma das minhas surpresas nem nas esquinas que passo todo dia e pelas quais sinto um carinho especial.
Andando num lugar comum o encontrei. Ele, a mim, não. Não tinha sido como eu pensava todos os dias. Apenas vi ele passando naquele clichê com a malha de lã preta e um cachecol que eu não conhecia. Se confundia com todos os outros na multidão. Cabisbaixo sequer me notou parada tentando acreditar nele. Até que parecia mais feliz que a última vez que o vira, mas, ainda sim, bem mais triste que da penúltima.
Fiquei olhando frustrada. Não era nenhum lugar mágico. Não era nenhum momento mágico. Ele era só mais um pedestre e eu me interessava mais pelas pernas da mulher de vermelho do que em admirar meu estranho passado.
Andando num lugar comum o encontrei. Ele, a mim, não. Não tinha sido como eu pensava todos os dias. Apenas vi ele passando naquele clichê com a malha de lã preta e um cachecol que eu não conhecia. Se confundia com todos os outros na multidão. Cabisbaixo sequer me notou parada tentando acreditar nele. Até que parecia mais feliz que a última vez que o vira, mas, ainda sim, bem mais triste que da penúltima.
Fiquei olhando frustrada. Não era nenhum lugar mágico. Não era nenhum momento mágico. Ele era só mais um pedestre e eu me interessava mais pelas pernas da mulher de vermelho do que em admirar meu estranho passado.
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qualquer semelhança é quase conhecidência
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Acho que escrever nesse estado tem sido meio recorrente. Ontem sai de casa sem intenção de voltar. De fato voltou só um corpo que eu não sei como não perdeu a mochila e ainda conseguiu tirar a sapatilha antes desmaiar na cama. Passei a noite me sentindo culpada. Acordei, quase desmaiei, voltei a dormir. Quando realmente acordei percebo vários machucados. Não quero lembrar como aconteceu, alias não quero lembrar de nada, mas me sinto culpada. Passo a manhã inteira passando mal. Ressaca moral sem ter feito nada de errado, simplesmente porque me ensinaram que é errado perder o controle.
Sair dessas culpas puritanas parecia impossível.
Tomo uma coca-cola e vejo um e-mail que me deixa feliz. Pronto. Tudo de ruim foi embora e fico pensando nesse novo convite.
Sair dessas culpas puritanas parecia impossível.
Tomo uma coca-cola e vejo um e-mail que me deixa feliz. Pronto. Tudo de ruim foi embora e fico pensando nesse novo convite.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Escrevendo
Vou começar me justificando, mais pra mim do que pra qualquer outra pessoa, apesar de tudo ter começado com uma pessoa.
Isso é sobre eu não saber receber críticas.
Pela primeira ouvir que sou romântica soou mau. Isso e todas as coisas que ele me falou ficaram rodando na minha cabeça. Não estava ofendida, bem longe disso. Acho que foi bom ouvir, mas que o orgulho saiu ferido, isso com certeza. No fim, acho que foi bom ouvir, mas ainda tendo a me defender.
Pode parecer tudo meio estranho, mas na verdade eu gosto de como eu sou. Eu me fascino muito fácil por muita gente e eu gosto disso. Eu gosto de conseguir admirar e gostar das pessoas, mesmo que eu pareça meio boba. Eu também acho a minha vida desse jeito incrível que eu escrevo aqui. Muito mais incrível que qualquer ficção que eu possa escrever. Eu sei que se escrevesse algo longe disso não seria bom. Além disso é um jeito de deixar ela mas leve. O mundo já é pesado o suficiente. Eu não tenho medo que as pessoas saibam demais da minha vida. Me sinto até confortável de poder dividir as coisas e tem coisas, poucas que são só minhas.
Não é tudo que vem pra cá. Tem as com mais pretensão, que ficam guardadas porque a elas eu não suportaria críticas. Também tem coisas minhas, só minhas, que moram no caderno amarelo.
Acho que o blog é um jeito de me fazer conhecer, porque me sinto confortável sabendo que as pessoas me conhecem. Ele também virou um jeito de falar com as pessoas que estão longe e principalmente é o meu jeito de amenisar essa insignificância deixando as coisas um pouco mais deslumbrantes.
Termino lembrando que desde Machado todo mundo já sabe que nunca se confia em um narrador em primeira pessoa.
Isso é sobre eu não saber receber críticas.
Pela primeira ouvir que sou romântica soou mau. Isso e todas as coisas que ele me falou ficaram rodando na minha cabeça. Não estava ofendida, bem longe disso. Acho que foi bom ouvir, mas que o orgulho saiu ferido, isso com certeza. No fim, acho que foi bom ouvir, mas ainda tendo a me defender.
Pode parecer tudo meio estranho, mas na verdade eu gosto de como eu sou. Eu me fascino muito fácil por muita gente e eu gosto disso. Eu gosto de conseguir admirar e gostar das pessoas, mesmo que eu pareça meio boba. Eu também acho a minha vida desse jeito incrível que eu escrevo aqui. Muito mais incrível que qualquer ficção que eu possa escrever. Eu sei que se escrevesse algo longe disso não seria bom. Além disso é um jeito de deixar ela mas leve. O mundo já é pesado o suficiente. Eu não tenho medo que as pessoas saibam demais da minha vida. Me sinto até confortável de poder dividir as coisas e tem coisas, poucas que são só minhas.
Não é tudo que vem pra cá. Tem as com mais pretensão, que ficam guardadas porque a elas eu não suportaria críticas. Também tem coisas minhas, só minhas, que moram no caderno amarelo.
Acho que o blog é um jeito de me fazer conhecer, porque me sinto confortável sabendo que as pessoas me conhecem. Ele também virou um jeito de falar com as pessoas que estão longe e principalmente é o meu jeito de amenisar essa insignificância deixando as coisas um pouco mais deslumbrantes.
Termino lembrando que desde Machado todo mundo já sabe que nunca se confia em um narrador em primeira pessoa.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Flip
Bom, acho que dessa FLIP ficou bem menos que da anterior. Ela mesma foi menos poética e talvez por não ser a primeira, pra mim ficou menos mágica. Acho que o que mais me fez pensar foi o que disseram sobre leitores. A Isabel Allende falou que o que ajudava da carreira prévia de jornalista é que ela escrevia para os leitores e não para a crítica ou para si mesma. Ronaldo Correia de Brito no dia anterior também falava da importância do leitor. Que a literatura só existia quando havia um leitor que resignificava a obra. Do contrário ela não teria valor.
Caros leitores, nesse espaço que escrevo normalmente só pra mim, há um pedaço que fugiu à regra.
Caros leitores, nesse espaço que escrevo normalmente só pra mim, há um pedaço que fugiu à regra.
domingo, 8 de agosto de 2010
Fantasma
Ele ainda me assombra. É como se nunca fosse me deixar e como se eu não conseguisse viver sem isso. Então vivo numa sobrevida sem ele, mas sem me desprender de seu fantasma. A verdade é que ele vive agora num mundo inalcansável bem distante do meu. Não intento alcançá-lo de novo, porém é como se nunca pudesse viver sem ele. O culpo pela minha covardia, minha frieza e meu egoísmo. Como não culpar se só fiquei de pedra depois que ele foi embora? Ainda não achei um caminho que eu queira seguir e sempre que penso ter encontrado vejo seu espectro a me assombrar e recuo. Não consigo me jogar em mais nada. Pensar que nada vai ser como ele me faz não querer nem querer alguma coisa. Nessa vontade de coisa alguma escrevo pra me livrar desse fantasma que não me deixa sonhar.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Véspera
Acho que minha semana foi como os meus bolos...
Agora eu penso em ir embora de novo. Cada vez que eu largo São Paulo eu me largo. Tem gente que leva uma trouxa de problemas pra viagem e aproveita pra resolvê-los no ar puro. Não é o meu caso. Eu deixo os problemas aqui e antes de sair ainda falo "Fiquem comportados aqui e se resolvam. Quando eu voltar não quero mais nada fora do lugar". Normalmente da certo.
Se quando eu ia pra fazenda eu queria mesmo deixar todos os meus milhões de problemas se resolvendo sozinhos aqui, agora a situação é outra. Acho que eu não tenho nada muito meu aqui. Eu estou procurando coisa pra começar. Coisas que depois eu vou cuidar e alimentar até que cresçam. Nesse ponto elas começam a ser problemas. Agora eu não tenho muitos problemas, nem muitas coisas que ainda não são problemas. Então estou atrás de qualquer coisa que preencha essa vidinha e que lugar melhor que Paraty pra procurar coisas que valham a pena alimentar?
Vou. Na volta trago pensamentos loucos, pensamento geniais, algum texto quem sabe pra vir pra cá e saudades sempre. Me desejem boa viajem!
Agora eu penso em ir embora de novo. Cada vez que eu largo São Paulo eu me largo. Tem gente que leva uma trouxa de problemas pra viagem e aproveita pra resolvê-los no ar puro. Não é o meu caso. Eu deixo os problemas aqui e antes de sair ainda falo "Fiquem comportados aqui e se resolvam. Quando eu voltar não quero mais nada fora do lugar". Normalmente da certo.
Se quando eu ia pra fazenda eu queria mesmo deixar todos os meus milhões de problemas se resolvendo sozinhos aqui, agora a situação é outra. Acho que eu não tenho nada muito meu aqui. Eu estou procurando coisa pra começar. Coisas que depois eu vou cuidar e alimentar até que cresçam. Nesse ponto elas começam a ser problemas. Agora eu não tenho muitos problemas, nem muitas coisas que ainda não são problemas. Então estou atrás de qualquer coisa que preencha essa vidinha e que lugar melhor que Paraty pra procurar coisas que valham a pena alimentar?
Vou. Na volta trago pensamentos loucos, pensamento geniais, algum texto quem sabe pra vir pra cá e saudades sempre. Me desejem boa viajem!
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