quinta-feira, 12 de março de 2009
Por que
porquê, por que, porque, tanto faz. Palavra ou expressão ou qualquer outra coisinha na lingua portuguesa que nos impede de delirar. Possui o estranho poder de destruir qualquer sonho idealizado e/ou louco. Capaz de racionilizar qualquer pensamento. Não importa quão alto esteja esse bichinho aparentemente inocente consegue puxar seus pés de volta ao chão e focar sua visão. Seja causal, justificativa ou como for, te impede de sonhar absurdos. Isso é necessário? Por que? E por que sempre responder ao se perguntar porque?
quarta-feira, 11 de março de 2009
E faz sentido?
Faz sentido sentir saudades de alguém que você vê todo dia? Tenho me perguntado muito isso ultimamente. Tenho sentido mais saudades de alguém que esta no mesmo lugar que eu todo dia muito mais do que de um grande amigo que vive a algumas centenas de quilometros. É uma saudade as avessas, quanto mais vejo mais sinto saudades. Conversando simultaneamente com o mocoquense de quem sei a vida decor e loiro cujas conversas me fazem falta me dei conta: sinto falta não de vê-lo, mas da participação que tinha em minha vida. Não digo com carência ou saudosismo a uma história de amor passada. Digo com amor sincero como diria a qualquer outro que não possuísse um passado que sinto a falta dele. Sinto falta das conversas, dos sorrisos, dos comentários inoportunos, dos momentos de euforia ou de desprezo. Sinto falta de pensar nele também, falta de poder fazer um comentário maldoso sobre ele. Sinto falta dele fazendo parte da minha vida. Já a quem minhas relações se tornaram quase virtuais não sinto falta porque não me faz falta. Esta longe mas em todo momento em minha vida.
Só peço que não saiam sem se despedir.
Só peço que não saiam sem se despedir.
segunda-feira, 9 de março de 2009
"A gente quer a vida como a vida quer"- Comida- Titãs
O que tem feito da vida? Normalmente pergunto isso para aquelas pessoas que não tenho noticias a muito tempo e por quem sinto imenso carinho e saudades. Pergunto querendo me inteirar de como anda a vida dessa pessoa que a tanto sumiu da minha vida. Após uma resposta breve a pergunta foi dirigida a mim também.
O que eu tenho feito da vida? Pergunta difícil. Eu poderia responder nada de mais ou nada de novo, mas não seria exatamente verdade. Diria que ultimamente passo por um dos raros momentos nos quais tenho ambições. O que estou fazendo da vida? Diferente da resposta de meu interlocutor: deixando ela me levar, eu estou vivendo pra valer. Corro atrás de desejos, faço projetos, coisas que gosto, coisas que preciso, coisas úteis, me divirto, eu tento ser quem eu gostaria de ser. Eu vivo.
O que tem feito da vida? Normalmente pergunto isso para aquelas pessoas que não tenho noticias a muito tempo e por quem sinto imenso carinho e saudades. Pergunto querendo me inteirar de como anda a vida dessa pessoa que a tanto sumiu da minha vida. Após uma resposta breve a pergunta foi dirigida a mim também.
O que eu tenho feito da vida? Pergunta difícil. Eu poderia responder nada de mais ou nada de novo, mas não seria exatamente verdade. Diria que ultimamente passo por um dos raros momentos nos quais tenho ambições. O que estou fazendo da vida? Diferente da resposta de meu interlocutor: deixando ela me levar, eu estou vivendo pra valer. Corro atrás de desejos, faço projetos, coisas que gosto, coisas que preciso, coisas úteis, me divirto, eu tento ser quem eu gostaria de ser. Eu vivo.
terça-feira, 3 de março de 2009
"It's not fair to deny me
Of the cross I bear that you gave to me
You, you, you oughta know
You seem very well, things look peaceful
I'm not quite as well, I thought you should know"- you oughta know- Alanis Morissete
Sera que não consegues mais me olhar nos olhos. Não me importo se não quiseres falar. Não me importo com o que farás. Não peço uma palavra, nem um sorriso te peço. Peço apenas que consiga me olhar nos olhos e me devolver minha existência.
Of the cross I bear that you gave to me
You, you, you oughta know
You seem very well, things look peaceful
I'm not quite as well, I thought you should know"- you oughta know- Alanis Morissete
Sera que não consegues mais me olhar nos olhos. Não me importo se não quiseres falar. Não me importo com o que farás. Não peço uma palavra, nem um sorriso te peço. Peço apenas que consiga me olhar nos olhos e me devolver minha existência.
segunda-feira, 2 de março de 2009
Dro
Não fora num dia cinza e chuvoso num café à moda europeia, mas sim num fim de tarde de calor escaldante numa rede de fast food barata. Dois corações, um já cansado de esperar e o outro com uma feria profunda e recente, tentavam se reconciliar de brigas passadas. Não que isso fosse curar suas amarguras. Mas por um segundo não sentiam-se mais sozinhos no mundo. Quando já a noite caia seguiram pela rua cada um seu rumo reconciliados com si mesmos.
domingo, 1 de março de 2009
Avós
Felicidade: Quando se é jovem é necessário que se tenha ambições. Caso contrário você é velho. Após viver a era das ambições, sonhos e desejos, alcançá-los ou não, se chega no estado em que se é possível ser feliz. Quando você já satisfez toda a necessidade de querer, quando não há mais espaço para surgirem novas ambições e desde que você tenha consciência de que viveu plenamente seus desejos, sejam ele alcançados ou não. Ai sim você pode ser feliz. Fumas, beber pinga, ler, pintar e no fim do mês o vermelho do banco. Se vive assim com a certeza de que se viveu. O que mais alguém pode querer?
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Debaixo do tapete
"Tomo um café com guaraná pra me animar, mas ficou tão tarde que é melhor deixar pra lá"- depois- pato fu
Conversando com a minha mãe percebi o quanto provas de química, trabalhos de português, filmes, livros começados, bagunças do meu quarto e coisas que eu gostaria de fazer tem em comum. Todas eu empurrei para de baixo do tapete da minha vida e espero que elas se desmaterializem por lá. Algumas até conseguem como o trabalho de português, afinal o ano já acabou, ou os filmes que eu comecei e não pretendo terminar. Alguns livros, em sua maioria infantojuvenil também são assim. O problema é quando as coisas não somem de debaixo do tapete e te fazem tropeçar. É aquele relevo horrível no tapete que você finge que não vê. Assim é o 2 de química, a bagunça do meu quarto e milhares de projetos que eu já tive e agora tenho o esqueleto deles. A maioria deles nunca passou de esqueleto e esse esqueleto vira a bagunça no meu quarto. Partituras de baixo, um amplificador, tinta óleo, fitas com começos de filme, taxinhas, história interminadas, retalhos, fotos, cartões, alfinetes, livros não lidos, boas ideias e etceteras. E ainda nem falei das listas. Minhas listas de intenções que logo virarão mais coisas para de baixo do tapete, mas mesmo assim são as listas os melhores passatempos que tenho. Minhas listas eu diria que são como cigarros, mantras, chocolates, orações, musica ou sudokus. Depende de que tipo de pessoa você é.
Mas meu grande problema agora não é o que me leva a fazer listas e sim o que acontece com os itens da lista que são empurrados para de baixo do tapete e se juntam com os Ds de química que surgem porque nunca estão na lista. Esconder poeirinha é uma coisa. Agora, quando ela começa a virar uma montanha, ou pior, se transformar num monstro enorme e monstruoso pronto pra acabar com a sua vida. Nessas horas você não consegue mais ignorar as coisas que empurrou com a barriga, então toma uma atitude. Ou joga tudo de baixo da porta do vizinho e espera que ele não venha se vingar com uma buzina de carnaval ou pacientemente passa o sábado em casa. Aceita com a maior dor do mundo que alguns de seus projetos trancados a um ano nunca vão se concretizar e se desfaz deles. Escolhe outros para levar a diante dessa vez a sério e tenta concertar os errinhos como a prova de química. E que jeito melhor de fazer isso do que com uma lista? Assim se amansa o monstro mas nunca se esvazia totalmente o deposito de coisas inúteis que um dia você talvez precise.
Conversando com a minha mãe percebi o quanto provas de química, trabalhos de português, filmes, livros começados, bagunças do meu quarto e coisas que eu gostaria de fazer tem em comum. Todas eu empurrei para de baixo do tapete da minha vida e espero que elas se desmaterializem por lá. Algumas até conseguem como o trabalho de português, afinal o ano já acabou, ou os filmes que eu comecei e não pretendo terminar. Alguns livros, em sua maioria infantojuvenil também são assim. O problema é quando as coisas não somem de debaixo do tapete e te fazem tropeçar. É aquele relevo horrível no tapete que você finge que não vê. Assim é o 2 de química, a bagunça do meu quarto e milhares de projetos que eu já tive e agora tenho o esqueleto deles. A maioria deles nunca passou de esqueleto e esse esqueleto vira a bagunça no meu quarto. Partituras de baixo, um amplificador, tinta óleo, fitas com começos de filme, taxinhas, história interminadas, retalhos, fotos, cartões, alfinetes, livros não lidos, boas ideias e etceteras. E ainda nem falei das listas. Minhas listas de intenções que logo virarão mais coisas para de baixo do tapete, mas mesmo assim são as listas os melhores passatempos que tenho. Minhas listas eu diria que são como cigarros, mantras, chocolates, orações, musica ou sudokus. Depende de que tipo de pessoa você é.
Mas meu grande problema agora não é o que me leva a fazer listas e sim o que acontece com os itens da lista que são empurrados para de baixo do tapete e se juntam com os Ds de química que surgem porque nunca estão na lista. Esconder poeirinha é uma coisa. Agora, quando ela começa a virar uma montanha, ou pior, se transformar num monstro enorme e monstruoso pronto pra acabar com a sua vida. Nessas horas você não consegue mais ignorar as coisas que empurrou com a barriga, então toma uma atitude. Ou joga tudo de baixo da porta do vizinho e espera que ele não venha se vingar com uma buzina de carnaval ou pacientemente passa o sábado em casa. Aceita com a maior dor do mundo que alguns de seus projetos trancados a um ano nunca vão se concretizar e se desfaz deles. Escolhe outros para levar a diante dessa vez a sério e tenta concertar os errinhos como a prova de química. E que jeito melhor de fazer isso do que com uma lista? Assim se amansa o monstro mas nunca se esvazia totalmente o deposito de coisas inúteis que um dia você talvez precise.
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