segunda-feira, 14 de junho de 2010
Behind green eyes
Que patético te fazer chorar. Que poética essa culpa me identificar com letras de rock'n roll. Loucura uma noite. Libertina minha vida. Me aprisiono em tudo isso. Me aprisiono em tuas palavra velhas e em tudo mais que não vai voltar. Já não sou mais bem vinda. Que coisa boba. Já que é assim dividamos a culpa. A minha parte eu pago fiado e driblo como bom boêmio. E agora? Sigo andando peço um coração emprestado, um ombro, um colo, um beijo. Roubo outro sorriso pra tentar te devolver. Sei que não consigo. Sigo meu caminho com a certeza de que não volto, mas querendo que você me encontre. Perdoa minhas promiscuidades inocentes. Não cria maiores danos a si mesma e a tudo que nos importa. Não fica com pena, eu também não tenho. Até entendo. Você, não. Mas sigamos sem mais delongas pra onde formos levadas. Te reencontro logo espero que possa voltar a me ver em breve.
Poderia começar dizendo que vou contar mais um história de amor, mas talvez atraísse alguns, mas estes leitores se frustrariam ao longo da narrativa. A história a ser contada diz muito mais sobre fugas. É só a história de alguém que se perdeu e sem saber o que procura foge de tudo que possa querer. No fim será uma história de amor como todas as outras, mas que fique clara que a intensão inicial do narrador e do protagonista não é essa.
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qualquer semelhança é quase conhecidência
domingo, 13 de junho de 2010
Normalmente eu me deprimo e escrevo um post de como eu sofro por não ter um namorado, ou eu passo namorando.
Dessa vez foi mais fora do normal. Se você me viu ontem sabe que sim eu estava bem triste, mas a questão não era o dia. Ele foi completamente desimportante na verdade. A noite do dia 12 foi só o final da minha semana, que foi péssima e acabou no dia dos namorados.
Não quero falar sobre ela. Quero falar sobre hoje. É incrível com dá pra resolver que seus problemas acabam de uma hora pra outra, é só passar uma noite bêbada na festa de algum amigo seu se sentindo uma lesma. Ao menos isso te sido recorrente na minha vida.
Acho que eu sempre volto na teoria criada por mim e pela Jana: Se cavar mais fundo eu saio do outro lado.
Realmente a noite passado foi bem baixa. Eu me sentindo feia, desprezada, sozinha, destruída. Dai você acorda, fica muito feliz de não estar de ressaca, pensa: caralho ontem num fez sentido. Droga preciso arrumar tudo isso. Dai você resolve esfriar a cabeça, tricotar estudar, fazer coisas que você gosta, precisa ou os dois. No fim foda-se que você num tem um namorado e mais ainda foda-se o seu ex namorado e o seu caso atual. Adoro ambos, mas tem outras coisas bacanas que não te tratam mal.
Dessa vez foi mais fora do normal. Se você me viu ontem sabe que sim eu estava bem triste, mas a questão não era o dia. Ele foi completamente desimportante na verdade. A noite do dia 12 foi só o final da minha semana, que foi péssima e acabou no dia dos namorados.
Não quero falar sobre ela. Quero falar sobre hoje. É incrível com dá pra resolver que seus problemas acabam de uma hora pra outra, é só passar uma noite bêbada na festa de algum amigo seu se sentindo uma lesma. Ao menos isso te sido recorrente na minha vida.
Acho que eu sempre volto na teoria criada por mim e pela Jana: Se cavar mais fundo eu saio do outro lado.
Realmente a noite passado foi bem baixa. Eu me sentindo feia, desprezada, sozinha, destruída. Dai você acorda, fica muito feliz de não estar de ressaca, pensa: caralho ontem num fez sentido. Droga preciso arrumar tudo isso. Dai você resolve esfriar a cabeça, tricotar estudar, fazer coisas que você gosta, precisa ou os dois. No fim foda-se que você num tem um namorado e mais ainda foda-se o seu ex namorado e o seu caso atual. Adoro ambos, mas tem outras coisas bacanas que não te tratam mal.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Cinza
"now take a look there's no tears in her eyes
like a bird you know she would fly"
Com o céu prestes a cair na sobre minha cabeça me obrigo a sair. Mais um dia infernal. Sento no café e não peço café. Chocolate quente. Médio. Puxo o caderno e penso nele. Nada certo, mas pensando bem o chocolate é delicioso ainda mais com frio. Não quero ser sempre triste. Me forço um sorriso. Finjo que penso em coisas sérias. Pensando bem o Todorov é genial. No final nem é tudo tão ruim. O cachecol da Lúcia é infinitamente bom e ela é uma graça. Preciso pensar agora em um presente pra Fi. Que bom que hoje não é um dia importante, mas qual dia é?
like a bird you know she would fly"
Com o céu prestes a cair na sobre minha cabeça me obrigo a sair. Mais um dia infernal. Sento no café e não peço café. Chocolate quente. Médio. Puxo o caderno e penso nele. Nada certo, mas pensando bem o chocolate é delicioso ainda mais com frio. Não quero ser sempre triste. Me forço um sorriso. Finjo que penso em coisas sérias. Pensando bem o Todorov é genial. No final nem é tudo tão ruim. O cachecol da Lúcia é infinitamente bom e ela é uma graça. Preciso pensar agora em um presente pra Fi. Que bom que hoje não é um dia importante, mas qual dia é?
domingo, 6 de junho de 2010
Com o corpo inclinado na janela ela admirava a vista, porém sem muita admiração. Lembrava da primeira vez em que aquele pôr-do-sol a fascinara. Lembrava das primeiras vezes em que aquele lugar a confortava. Quando tudo aquilo constituía seu pequeno paraíso. Por que não era mais assim? Algo nela, talvez movido por nostalgia, queria que ela voltasse a amar aquele lugar, mas já era tarde. Era comum demais, era entediante e o pior, a mantinha presa ali. Logo Ricardo chegaria, mas ele era como a sala ou a janela, algo que a deslumbrara, algo pelo qual ela se apaixonara, mas que agora era apenas costume.Ricardo sempre doce. Era odiável o quanto ele a amava. Ela não conseguia suportar, se sentia culpada, queria desesperadamente livrar-se da culpa e responsabilidade de seu afeto. Ele deveria ser tão mais que um amante, deveria ser inalcansável, deveria ser um Deus, mas agora era só um outro apaixonado que não a deixava sair dali.Ela sabia que deixaria aquela vida, mas não por enquanto, ainda não, não havia como, para onde iria? E Ricardo? E o gato? Ah, o gato! Deixou a vista da janela e foi colocar mais leite no pires do gato, depois voltaria aos estudos até que Ricardo voltasse. Passaria um tempo indeterminado assim, mas um dia conseguiria enfim lhes deixar.
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